de acordo com a visita temática no Palácio da Ajuda de dia 22 de Junho (adaptado)
D. Carlos viveu no Palácio da Ajuda até 1886
No dia 06 de Outubro D. Luís I e D. Maria Pia casam-se na Igreja de São Domingos em Lisboa e esta aliança, entre Portugal e a Itália foi extremamente apoiada pela ala esquerda liberal
Seis meses depois do casamento, a gravidez da rainha é anunciada
Cf.: Marquês de Fronteira e Alorna
No dia 28 de Setembro de 1863, às 13:30, nasce na sala verde do palácio o príncipe real Carlos Fernando Luís Maria Victor Miguel Rafael Gabriel Gonzaga Xavier Francisco de Assis José Simão de Bragança Sabóia Bourbon e Saxe-Coburgo-Gota. Assistem ao parto apenas Magalhães Coutinho (médico), a Marquesa de Vila Real (futura aia) e a parteira já que na altura, os partos eram um acto público no entanto, a D. Maria Pia, não deixou que se assistisse ao parto e houve até quem não quisesse registar o nascimento do príncipe porque não tinha visto!
O nome “Carlos” foi dado em honra do seu avô materno Carlos Alberto de Sabóia.
O baptismo de D. Carlos ocorreu 15 dias depois do nascimento na Igreja de São Domingos e foi realizado como uma cerimónia de estado após a qual houve um almoço no Palácio para 150 pessoas.
Para padrinhos de D. Carlos foram convidados:
Princesa Clotilde Bonaparte (irmã de D. Maria Pia)
Rei D. Fernando II
Muitos dos filhos de D. Maria II morreram de Tifo, tal como D. Pedro V.
As famílias reais europeias formavam uma grande família única porque eram todos parentes, muitas vezes primos bastante próximos!
Com D. Maria Pia e D. Luís, a privacidade é preservada ao máximo, especialmente no Palácio e foi por isso que D. Maria Pia não permitiu que os seus partos fossem públicos, ao contrário do que era comum na altura.
Quando D. Fernando II casou com Elise Friedericke Hensler (Condessa d’Edla), afastou-se da família até porque D. Maria Pia não a suportava.
Em 1865 nasceu o Infante D. Afonso e os dois príncipes foram educados a par. D. Afonso era muito traquina e era D. Carlos que o corrigia e ao qual tinha muito respeito (tratava-o por «mano Carlos»).
D. Carlos era um “menino-redoma”.
D. Maria Pia fotografava os seus filhos mensalmente e, no verso da fotografia, escrevia a data, a altura, o peso e colava uma mecha de cabelo.
O Palácio estava localizado numa área que era considerada campo e os infantes só iam à cidade (onde o ar era sujo e contaminado) para espectáculos.
Os palácios de Verão eram: Sintra, Queluz, Mafra e quando se mudavam do palácio da Ajuda para um destes palácios, a D. Maria Pia levava tudo com ela, inclusivamente os pianos!
No palácio foram criadas salas de brincar e de estudos para os infantes mas eles brincavam por toda a casa e também aqui costumavam andar de patins, como em Mafra.
Da corte real faziam parte:
Camareiras: acompanhavam a rainha e tinham também função de secretárias (vida muito agitada!!!)
Particulares: acompanhavam o rei e serviam de secretários
D. Maria Teresa de Assis Mascarenhas, preceptora de D. Carlos, ensinou-o a ler português e francês com três anos
Em 1870, D. Carlos, inicia a sua vida escolar
Os Jardins de Inverno foram uma moda trazida de França. Também era aqui que se faziam as festas de Natal e Carnaval
O Gabinete de Carvalho foi criado como sala de fumo ritual ao qual estavam associados um traje e chapéus próprios, se bem que D. Luís fumava pelo palácio porque a rainha estava habituada ao fumo e também ela fumava.
Os príncipes estavam proibidos de assistir às cerimónias de gala reais mas não resistiam a espreitar pelas frinchas das portas, tal como descreve Thomaz de Mello Breyner.
Em 1874 iniciam os estudos secundários e sempre com uma educação liberal
Magalhães Coutinho, médico da família e amigo do rei, tinha o seu próprio quarto no palácio.
Entre outras coisas os infantes estudavam:
Português, latim, grego, francês, alemão, italiano, história, geografia, pintura, ginástica e ciências.
Os professores tinham indicações para ensinar e repreender os príncipes como qualquer um dos seus pupilos e estavam dispensados de lhes beijar a mão.
Enrique Casanova, aguarelista, foi professor de pintura de D. Carlos
Os estudos eram de 7 anos de curso durante 6 dias por semana (de segunda-feira a sábado) das 09:00 às 18:00 e aos domingos tinham religião e moral
Em 1884, devido aos caracteres divergentes dos príncipes, a sua educação é separada e D. Afonso acaba por seguir a carreira militar.
As avaliações eram periódicas e a D. Maria Pia vigiava cuidadosamente os cadernos e lições dos infantes.
Após a separação dos dois irmãos, D. Carlos começa a estudar disciplinas mais governativas (uma vez que estava a preparar-se para rei), tais como:
Filosofia, direito constitucional, relações internacionais, história das organizações, …
Em 1883, como de costume em todas as famílias nobres e burguesas, D. Carlos iniciou o seu Grand Tour (viagem de instrução) que durou mais de 6 meses (desde 02 de Junho a 21 de Dezembro) e foi acompanhado por António Augusto de Aguiar
Na Sala do despacho também se faziam algumas festas de aniversário e Carnaval (tapeçarias d’Aubusson)
A 11 de Fevereiro de 1864 D. Carlos é reconhecido como herdeiro de D. Luís à coroa portuguesa.
Entretanto, foi regente de Portugal por três vezes: 1883, 1886, 1889 e, a partir de então, começa a ganhar a sua autonomia, a querer inteirar-se dos assuntos de estado e a ganhar uma certa “aversão” a Fontes Pereira de Melo
Em 1884/85, era um jovem bonito, elegante, bem apresentado e muito distinto.
Três dias depois de conhecer D. Amélia, com quem viria a casar em 1886, escreveu a seu pai dizendo-lhe que nunca à face da terra havia visto mulher mais bonita, e extremamente apaixonado.
No dia 06 de Outubro D. Luís I e D. Maria Pia casam-se na Igreja de São Domingos em Lisboa e esta aliança, entre Portugal e a Itália foi extremamente apoiada pela ala esquerda liberal
Seis meses depois do casamento, a gravidez da rainha é anunciada
Cf.: Marquês de Fronteira e Alorna
No dia 28 de Setembro de 1863, às 13:30, nasce na sala verde do palácio o príncipe real Carlos Fernando Luís Maria Victor Miguel Rafael Gabriel Gonzaga Xavier Francisco de Assis José Simão de Bragança Sabóia Bourbon e Saxe-Coburgo-Gota. Assistem ao parto apenas Magalhães Coutinho (médico), a Marquesa de Vila Real (futura aia) e a parteira já que na altura, os partos eram um acto público no entanto, a D. Maria Pia, não deixou que se assistisse ao parto e houve até quem não quisesse registar o nascimento do príncipe porque não tinha visto!
O nome “Carlos” foi dado em honra do seu avô materno Carlos Alberto de Sabóia.
O baptismo de D. Carlos ocorreu 15 dias depois do nascimento na Igreja de São Domingos e foi realizado como uma cerimónia de estado após a qual houve um almoço no Palácio para 150 pessoas.
Para padrinhos de D. Carlos foram convidados:
Princesa Clotilde Bonaparte (irmã de D. Maria Pia)
Rei D. Fernando II
Muitos dos filhos de D. Maria II morreram de Tifo, tal como D. Pedro V.
As famílias reais europeias formavam uma grande família única porque eram todos parentes, muitas vezes primos bastante próximos!
Com D. Maria Pia e D. Luís, a privacidade é preservada ao máximo, especialmente no Palácio e foi por isso que D. Maria Pia não permitiu que os seus partos fossem públicos, ao contrário do que era comum na altura.
Quando D. Fernando II casou com Elise Friedericke Hensler (Condessa d’Edla), afastou-se da família até porque D. Maria Pia não a suportava.
Em 1865 nasceu o Infante D. Afonso e os dois príncipes foram educados a par. D. Afonso era muito traquina e era D. Carlos que o corrigia e ao qual tinha muito respeito (tratava-o por «mano Carlos»).
D. Carlos era um “menino-redoma”.
D. Maria Pia fotografava os seus filhos mensalmente e, no verso da fotografia, escrevia a data, a altura, o peso e colava uma mecha de cabelo.
O Palácio estava localizado numa área que era considerada campo e os infantes só iam à cidade (onde o ar era sujo e contaminado) para espectáculos.
Os palácios de Verão eram: Sintra, Queluz, Mafra e quando se mudavam do palácio da Ajuda para um destes palácios, a D. Maria Pia levava tudo com ela, inclusivamente os pianos!
No palácio foram criadas salas de brincar e de estudos para os infantes mas eles brincavam por toda a casa e também aqui costumavam andar de patins, como em Mafra.
Da corte real faziam parte:
Camareiras: acompanhavam a rainha e tinham também função de secretárias (vida muito agitada!!!)
Particulares: acompanhavam o rei e serviam de secretários
D. Maria Teresa de Assis Mascarenhas, preceptora de D. Carlos, ensinou-o a ler português e francês com três anos
Em 1870, D. Carlos, inicia a sua vida escolar
Os Jardins de Inverno foram uma moda trazida de França. Também era aqui que se faziam as festas de Natal e Carnaval
O Gabinete de Carvalho foi criado como sala de fumo ritual ao qual estavam associados um traje e chapéus próprios, se bem que D. Luís fumava pelo palácio porque a rainha estava habituada ao fumo e também ela fumava.
Os príncipes estavam proibidos de assistir às cerimónias de gala reais mas não resistiam a espreitar pelas frinchas das portas, tal como descreve Thomaz de Mello Breyner.
Em 1874 iniciam os estudos secundários e sempre com uma educação liberal
Magalhães Coutinho, médico da família e amigo do rei, tinha o seu próprio quarto no palácio.
Entre outras coisas os infantes estudavam:
Português, latim, grego, francês, alemão, italiano, história, geografia, pintura, ginástica e ciências.
Os professores tinham indicações para ensinar e repreender os príncipes como qualquer um dos seus pupilos e estavam dispensados de lhes beijar a mão.
Enrique Casanova, aguarelista, foi professor de pintura de D. Carlos
Os estudos eram de 7 anos de curso durante 6 dias por semana (de segunda-feira a sábado) das 09:00 às 18:00 e aos domingos tinham religião e moral
Em 1884, devido aos caracteres divergentes dos príncipes, a sua educação é separada e D. Afonso acaba por seguir a carreira militar.
As avaliações eram periódicas e a D. Maria Pia vigiava cuidadosamente os cadernos e lições dos infantes.
Após a separação dos dois irmãos, D. Carlos começa a estudar disciplinas mais governativas (uma vez que estava a preparar-se para rei), tais como:
Filosofia, direito constitucional, relações internacionais, história das organizações, …
Em 1883, como de costume em todas as famílias nobres e burguesas, D. Carlos iniciou o seu Grand Tour (viagem de instrução) que durou mais de 6 meses (desde 02 de Junho a 21 de Dezembro) e foi acompanhado por António Augusto de Aguiar
Na Sala do despacho também se faziam algumas festas de aniversário e Carnaval (tapeçarias d’Aubusson)
A 11 de Fevereiro de 1864 D. Carlos é reconhecido como herdeiro de D. Luís à coroa portuguesa.
Entretanto, foi regente de Portugal por três vezes: 1883, 1886, 1889 e, a partir de então, começa a ganhar a sua autonomia, a querer inteirar-se dos assuntos de estado e a ganhar uma certa “aversão” a Fontes Pereira de Melo
Em 1884/85, era um jovem bonito, elegante, bem apresentado e muito distinto.
Três dias depois de conhecer D. Amélia, com quem viria a casar em 1886, escreveu a seu pai dizendo-lhe que nunca à face da terra havia visto mulher mais bonita, e extremamente apaixonado.